CNM REALIZA SEMINÁRIO PARA OS NOVOS PREFEITOS EM BRASILIA
Palestra de finanças orienta gestores nordestinos a priorizar arrecadação municipal
Um
conjunto de palestras técnicas para o desenvolvimento local foi o ponto
alto da programação da tarde desta quinta-feira, 10 de novembro, do
Seminário Novos Gestores. Uma delas abordava as finanças municipais.
Prefeitos eleitos e reeleitos lotaram o auditório para conhecer os
principais desafios da área nos próximos anos.
O consultor da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Eudes
Sippel, abriu o diálogo com os futuros prefeitos destacando a diferença
do papel exercido pelo governo e pelo gestor municipal. Segundo ele,
cabe ao governo fornecer saúde, educação, habitação, transporte, dentre
outros serviços à comunidade. “Já o gestor não tem a missão de realizar e
sim de prover condições”, sinalizou.
Após trazer o papel do gestor municipal, Sippel deu continuidade à
sua fala com uma apresentação da concentração de riqueza nos Municípios
brasileiros. “Atualmente, cinco Municípios brasileiros produzem 25% das
riquezas do país. Entre eles São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e
Curitiba”.
Para o especialista, os futuros gestores municipais devem se
preocupar, antes de qualquer coisa, em identificar as receitas
existentes. Uma delas é o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU),
tributação arrecadada pelos Municípios. Entretanto, como Sippel
destacou, em muitas cidades a cobrança do IPTU não ocorre.
“É fundamental que vocês digam para a sociedade que não tem governo
grátis. O governo não provê os recursos, é a sociedade quem faz isso por
meio dos impostos. E os senhores, enquanto prefeitos, são responsáveis
por gerenciar esses recursos”, afirmou.
O primeiro secretário da CNM, Eduardo Tabosa, acompanhou a palestra e
dividiu sua experiência como prefeito. “O conselho que eu dou para
vocês que estão chegando agora é que avaliem o perímetro urbano do seu
Município. Se for preciso, redefinam esse espaço, porque do contrário
vocês irão cobrar ITR [Imposto Territorial Rural] e não IPTU”.
Visão estratégica
Também esteve na pauta o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis
(ITBI). Sobre esse assunto, o consultor da Confederação, defendeu um
aumento na alíquota vigente, geralmente cotada em 2%. “O ITBI é um
imposto residual, que costuma ser pago uma vez na vida. Eu junto meu
dinheiro, compro uma casa e pago o imposto. Não é um imposto recorrente
como o IPTU [Imposto Predial e Territorial Urbano]”, justificou.
Além disso, Sippel pontuou que muitos imóveis são financiados por
meio de programas sociais, o que torna a alíquota ainda menor. “Eu digo
que a maioria dos imóveis adquiridos hoje são adquiridos por meio das
políticas habitacionais sociais onde a alíquota do ITBI não chega a 1%. E
isso reduz a arrecadação do Município de um Imposto que já é cobrado
poucas vezes”.
Fonte: CNM
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